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Anedotas
A certa altura diz o ajudante para o pintor:
- Agarra-te bem à trincha que eu vou mudar a escada.
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Incorporeidade
Andréa Motta
se não fosse frágil
a face oblíqua
do silêncio
seria breve
tão breve quanto
os tremores da tua voz
se não fosse indelével
o encontro
do sorriso
seria porto
ocasional
entregue à fúria dos teus olhos
se não fosse magnética
a beleza
da palavra
seria carícia
prazerosa
a renascer em cada dia
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/70349.html
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/70046.html
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Trigonometria do teu corpo
Andréa Motta
Em silêncio me embriago
no improviso do teu canto
E no imprevisto do afago
Sonho a lua prateando
os contornos do teu corpo.
Entre a brisa e o vento
na linha divisória do tempo
teu sorriso acelera os batimentos
Me inebrio sem anticorpo
no improviso do teu canto.
Lua, lua lua
embebida miopia
e eu tão tua
no improviso do teu canto.
18/09/05
Gravado no CD: Brasil XXI
Letra: Andréa Motta
Música: Raulison Mendonça
Voz: Ellen Mendonça
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/69427.html
- Para Leandro Guilheiro
em trinta segundos
veio o golpe perfeito
bronze no peito
Andréa Motta
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/69146.html
Incorporeidade
Andréa Motta
se não fosse frágil
a face oblíqua
do silêncio
seria breve
tão breve quanto
os tremores da tua voz
se não fosse indelével
o encontro
do sorriso
seria porto
ocasional
entregue à fúria dos teus olhos
se não fosse magnética
a beleza
da palavra
seria carícia
prazerosa
a renascer em cada dia
09/05/08
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68963.html
Neste breve instante
O vento carrega a chuva.
Cafezal em flor.
(de Andréa Motta)
Menção Honrosa
no CONCURSO NACIONAL
DE HAICAI NEMPUKU SATO
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68802.html
Equilíbrio
Andréa Motta
há uma ardência
insana e intensa
no percurso do rio
Há o riso e o choro
repovoando alamedas
perdidas no vão
da memória.
29.05.08
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68502.html
Pequeno Poema
Andréa Motta
Trovejam em coro as idéias
infusão vermelha
que conspira
e cresce
desabrocha ramo
fino e flexível
conciso mimo
a atar as sílabas
Pó e cias
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68307.html
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AREIA
ANDRÉA MOTTA
nessa areia branca
desenho meu passado
e busco no vento
arrimo ao futuro
fujo dos ditames
e regulamentos
nessa areia branca
onde o tempo
entre os dedos
escapa
sou tão breve
como breve
é a vida.
21/06/05
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67920.html
POEMA DE NATAL
Para assistir ao Video desligue a Música na Barra Lateral!!
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinícius de Moraes
Mais Poesias de Natal em:
http://br.geocities.com/jardimdepoesia2/m
ensagensnatal/mensagensdenatal.htm
ou
http://paginas.terra.com.br/arte/jardimd
epoesia/mensagensdenatal.htm
À todos votos de FELIZ NATAL !
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67585.html
Mar
Andréa Motta
Recebo-te de braços abertos
para que me possuas
sobre as rochas plantadas
sob meus pés.
Vens assim, agitado espumante
pigmentas minh'alma
e sentes meu gosto
de destino
Envolves-me em tuas águas
festejando o encontro ritmado
Dos braços - toques, das pernas - abraços
da pele dos poros - arrepios
Vens cresço em maré,
ao receber-te em mim
mar mar atlântico!
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67394.html
Realizar-se-á de 01 a 06 de outubro de 2007 em Bento Gonçalves
Rio Grande do Sul.
Eu estarei lá e você?
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67164.html
No próximo dia 29 de Setembro, A partir das 16.00h, no Magnolia Caffee (Praça de Londres), em Lisboa, vai ter lugar o lançamento do livro, Versos Nus, de Tiago Nené.
A poesia deste livro está carregada de influências literárias estrangeiras, tais como Allen Ginsberg, Uberto Stabile ou Charles Bukowski.
Haverá posteriormente uma outra apresentação, na Fnac do Algarve Shopping, em data ainda por designar.
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/66783.html
Àpice
Andréa Motta
Sementes em flor
foliam os diasNo interregno d'uma sílaba
piam maritacas
saíras e bem-te-visSol a pino
Narciso fenece sequioso
tornado póretorna ao solo
Entre falésias douradas
enxerga com nitidezo cerne da alma.
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/66370.html
Meus outros Blogs,
comente e divulgue!
Abraços,
Andréa Motta
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/66155.html
- Imagem: retirada daqui !
Atitude ou Desassossego
Andréa Motta
quando o olhar da namorada
fica azul da cor do céu
o que mais me dá vontade
é sentir na madrugada
o marulhar da saudade
a levantar-lhe o véu
20.06.07
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/65906.html
Não importa se a verdade desterra
se inverte ou estreita
se a alternativa ajusta ou frustrao quase nada armazenado na memória
não, não importa
Pois o que mata minha sedeé o deserto.
Andréa Motta
26/04/07
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/65745.html
Canto de Natal
Manuel Bandeira
O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe já sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus
Por nós ele aceita
O humano destino :
Louvemos a glória
De Jesus menino.
Desejo a todos um Feliz Natal
e Próspero 2007 !!!
Andréa Motta
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/65444.html
Forever
Andréa Motta
Para o Poeta e amigo Leo Lobos.
para sempre a calma das tuas palavras
aquietando espectros
para sempre um sorriso
na pupila dos olhospara sempre noites enluaradas
renovadas reflexões e poesia
borbulhando tal oxigênio na almapara sempre réstias de luz
nos meandros simbólicos
do tempo - brisa fugidia
a guiar os sentidos.para sempre o tempo em sua plenitude
segredos de passarinhos
descortinando efêmeras convicções.
21/10/06
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/65047.html
Paz
Andréa Motta
Se queres encontrar a Paz
(re)trate
a (se)mente
solidária do amor.
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/64993.html
Caros Amigos,
Tenho a grata satisfação de apresentar a edição de julho/2006,
da revista Germina Literatura.
Eu estou lá!! visite-nos,
clicando no link da revista.
Obrigada,
Andréa Motta
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/64654.html
Para Andréa, com carinho.
***
![]()
Pra se contar uma história
há-de se vestir de história.
Pra se vestir de história
há-de se despir da própria pele
se tatuar de gestos largos e comedidos
se impregnar de sons e cheiros
ter no olhar o brilho das estrelas
e o escuro do poço mais fundo
- sem perder as nuances, todas elas
que habitam entre o clarão e o escuro!Pra se contar uma história
há-de se mergulhar nela
sem medo de morrer afogado
há-de se levá-la às alturas
sem medo de despencar do alto.Pra se contar uma história
há-de se inventar palavras
há-de se despertar choro
há-de se acender risos
sem se dar por isso.Pra se contar uma história
há-de se cantar cada palavra
com gosto de palavra nova
e cada palavra nova
o som dos sinos trazer consigo
a ecoar desde o sempre até ao infinito
fundindo silêncio e grito
de toda memória...Pra se contar uma história
há-de se despir da própria pele
se tatuar de gestos largos e comedidos
se impregnar de sons e cheiros
ter no olhar o brilho das estrelas
e o escuro do poço mais fundo
- sem perder as nuances, todas elas
que habitam entre o clarão e o escuro!Para Conhecer mais de Batista Filho vá á Ilha dos Mutuns !
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/727.html
Dissipado o breu na magia
da imaginação, o silêncio
dos sentidos abre-se em poesia.
Metáforas preenchem o vazio
colorem o universo interior
expurgando do cinza cotidiano
a mágoa, a dúvida
a dor.
Retumbam versos insanos.
a concretude eremita
estala, apaga e falece
nas madrugadas escarlates.
Conjecturas percorrem atemporais,
a intimidade da visão,
para finalmente absorver da solidão
o poema de meias verdades (16/03/06)
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/793.html










