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Conversa entre dois homens:
- Amigo, você tem carro?
- Sim, não ... mais ou menos ...
- Mas homem, o que é isso?
- Olhe, é da minha mulher quando vai às compras. É do meu filho quando vai ter com a namorada. É da minha filha quando vai à discoteca e é meu quando não tem gasolina !


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Blogs e Ogres

Olimpíadas 2008 - 19Ago2008

  • Para Leandro Guilheiro

em trinta segundos
veio o golpe perfeito
bronze no peito

Andréa Motta



Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/69146.html

Incorporeidade - 14Jul2008

Incorporeidade
Andréa Motta


se não fosse frágil
a face oblíqua
do silêncio
seria breve

tão breve quanto
os tremores da tua voz

se não fosse indelével
o encontro
do sorriso
seria porto

ocasional
entregue à fúria dos teus olhos

se não fosse magnética
a beleza
da palavra
seria carícia

prazerosa
a renascer em cada dia
09/05/08



Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68963.html

HAICAI - 07Jun2008

Neste breve instante
O vento carrega a chuva.
Cafezal em flor.

(de Andréa Motta)

Menção Honrosa

no CONCURSO NACIONAL

DE HAICAI NEMPUKU SATO



Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68802.html

Equilíbrio - 01Jun2008

Equilíbrio
Andréa Motta


há uma ardência
insana e intensa
no percurso do rio

Há o riso e o choro

repovoando alamedas
perdidas no vão
da memória.
29.05.08



Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68502.html

Pequeno Poema - 05Abr2008

Pequeno Poema
Andréa Motta


Trovejam em coro as idéias
infusão vermelha
que conspira
e cresce

desabrocha ramo

fino e flexível

conciso mimo
a atar as sílabas
Pó e cias



Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68307.html

Areia - 21Fev2008

      • Para assistir ao Video acima desligue a musica na barra lateral.

AREIA

ANDRÉA MOTTA

nessa areia branca
desenho meu passado
e busco no vento
arrimo ao futuro

fujo dos ditames
e regulamentos

nessa areia branca
onde o tempo
entre os dedos
escapa
sou tão breve
como breve
é a vida.
21/06/05



Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67920.html

Poema de Natal - 08Dez2007

POEMA DE NATAL

Para assistir ao Video desligue a Música na Barra Lateral!!


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.


Vinícius de Moraes


Mais Poesias de Natal em:

http://br.geocities.com/jardimdepoesia2/mensagensnatal/mensagensdenatal.htm

ou

http://paginas.terra.com.br/arte/jardimdepoesia/mensagensdenatal.htm

À todos votos de FELIZ NATAL !



Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67585.html
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