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Anedotas
- Amigo, você tem carro?
- Sim, não ... mais ou menos ...
- Mas homem, o que é isso?
- Olhe, é da minha mulher quando vai às compras. É do meu filho quando vai ter com a namorada. É da minha filha quando vai à discoteca e é meu quando não tem gasolina !
Direitos Autor
- Para Leandro Guilheiro
em trinta segundos
veio o golpe perfeito
bronze no peito
Andréa Motta
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/69146.html
Incorporeidade
Andréa Motta
se não fosse frágil
a face oblíqua
do silêncio
seria breve
tão breve quanto
os tremores da tua voz
se não fosse indelével
o encontro
do sorriso
seria porto
ocasional
entregue à fúria dos teus olhos
se não fosse magnética
a beleza
da palavra
seria carícia
prazerosa
a renascer em cada dia
09/05/08
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68963.html
Neste breve instante
O vento carrega a chuva.
Cafezal em flor.
(de Andréa Motta)
Menção Honrosa
no CONCURSO NACIONAL
DE HAICAI NEMPUKU SATO
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68802.html
Equilíbrio
Andréa Motta
há uma ardência
insana e intensa
no percurso do rio
Há o riso e o choro
repovoando alamedas
perdidas no vão
da memória.
29.05.08
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68502.html
Pequeno Poema
Andréa Motta
Trovejam em coro as idéias
infusão vermelha
que conspira
e cresce
desabrocha ramo
fino e flexível
conciso mimo
a atar as sílabas
Pó e cias
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/68307.html
- Para assistir ao Video acima desligue a musica na barra lateral.
AREIA
ANDRÉA MOTTA
nessa areia branca
desenho meu passado
e busco no vento
arrimo ao futuro
fujo dos ditames
e regulamentos
nessa areia branca
onde o tempo
entre os dedos
escapa
sou tão breve
como breve
é a vida.
21/06/05
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67920.html
POEMA DE NATAL
Para assistir ao Video desligue a Música na Barra Lateral!!
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinícius de Moraes
Mais Poesias de Natal em:
http://br.geocities.com/jardimdepoesia2/m
ensagensnatal/mensagensdenatal.htm
ou
http://paginas.terra.com.br/arte/jardimd
epoesia/mensagensdenatal.htm
À todos votos de FELIZ NATAL !
Fonte: http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/67585.html








